“A resolução de hoje é importante e envia um forte sinal ao regime iraniano”, disse um funcionário de alta hierarquia do Departamento de Estado.
Segundo o funcionário, que pediu para não ser identificado, a decisão do organismo, que condena aquele país pela primeira vez desde 2006, “lembra ao Irã que deve cumprir com a totalidade suas obrigações”.
Nos últimos meses, a AIEA aumentou seus esforços para canalizar a questão nuclear iraniana e ainda espera uma resposta à proposta de transferir a maior parte do urânio enriquecido no Irã ao exterior.
O funcionário ressaltou a “grave preocupação” da comunidade internacional pela recusa do Irã em cumprir com suas “obrigações internacionais”, já que após a condenação anunciou que reduzirá sua cooperação com a AIEA.
“Esperamos que a decisão do Conselho de Governadores reforce a mensagem de que estamos comprometidos a colocar em prática uma série de medidas se não quiserem colaborar”, assinalou o funcionário.
O texto, elaborado pela Alemanha em coordenação com as cinco potências do Conselho de Segurança, com 25 votos favoráveis dos 35 países-membros da Junta, três contra e seis abstenções. O Azerbaijão deixou a sala antes da votação.
Neste sentido ressaltou a “unidade” do grupo de países G5+1, que lideram a negociação nuclear com o Irã, composto pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia mais Alemanha).
O funcionário não esclareceu qual o impacto dessa condenação da AIEA, porque “estamos consultando muito cuidadosamente com nossos parceiros sobre os próximos passos, tratando de construir uma mensagem multilateral para o Irã”.
Lembrou que a proposta sobre o reator de Teerã segue sobre a mesa e seguem “aberto o diálogo”. Reiterou a mensagem do Governo americano de que o tempo “é limitado”.
A AIEA expressou em sua resolução a “séria preocupação” que Teerã siga “desafiando as exigências” da comunidade internacional, que pede entre outros assuntos a suspensão completa do enriquecimento de urânio no Irã.
Além disso, criticou a construção sem aviso prévio de uma nova planta de enriquecimento de urânio na cidade de Qom, ao sudoeste de Teerã, o que cria dúvidas sobre se “existem outras instalações nucleares no Irã que não foram declaradas”.