Os Estados Unidos renovaram hoje o alerta aos americanos que desejam viajar à Colômbia, diagnosis pois consideram que o “potencial para a violência por parte de terroristas e outros grupos à margem da lei existe em todo o país”.
A nova de advertência emitida pelo Departamento de Estado substitui a que foi publicada em fevereiro deste ano.
O Governo dos EUA costuma revisar seus alertas de viagens para seus cidadãos a cada seis meses.
No aviso, o Departamento de Estado reconhece que a segurança na Colômbia “melhorou significativamente nos últimos anos”, apesar de ressaltar que “a violência por parte de grupos de narco-terroristas continua afetando algumas áreas rurais e cidades”.
Por sua parte, adverte que “o potencial para a violência por parte de terroristas e outros grupos criminosos existe em todas as partes do país”.
Concretamente, o Departamento de Estado destaca que a violência diminuiu “marcadamente” em muitas áreas urbanas, mas o nível de violência na cidade de Buenaventura continua sendo alto.
Além disso, considera que “pequenas cidades e áreas rurais da Colômbia ainda podem ser extremamente perigosas devido à presença de narco-terroristas”.
Assinala que os delitos comuns seguem sendo um “problema significativo” em muitas áreas urbanas e rurais.
O Departamento de Estado considera que a incidência de seqüestros na Colômbia diminuiu notavelmente desde o pico registrado no princípio desta década.
No entanto, assinala que grupos terroristas como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN), além de outras organizações criminosas, “continuam seqüestrando e retendo civis em troca de resgate ou como instrumento para negociações políticas”.
“Ninguém está imune ao seqüestro”, adverte o Governo dos EUA, que ressalta que o problema é ainda mais preocupante em áreas rurais.
Neste ponto, o Departamento de Estado lembra que o Governo colombiano recuperou, em 2 de julho, 15 seqüestrados em poder das Farc, incluindo três americanos que permaneceram privados da liberdade durante mais de cinco anos.
O Governo dos EUA destaca que sua prioridade é a recuperação segura de americanos seqüestrados, mas afirma que a política americana é a de “não fazer concessões ou acordos com os seqüestradores”.
Por isso, adverte, “a capacidade do Governo americano de ajudar as vítimas seqüestradas é limitada”.
Por último, o Departamento de Estado explica que funcionários americanos e suas famílias podem viajar para cidades colombianas mais desenvolvidas, “mas somente por via aérea”.