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EUA reembolsa dezenas de bilhões de dólares aos importadores

Governo americano reembolsou importadores por sobretaxas consideradas ilegais e registrou aumento do déficit público no ano fiscal

Redação Jornal de Brasília

13/07/2026 16h14

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Foto: Kevin Dietsch / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

O governo dos Estados Unidos já reembolsou várias dezenas de bilhões de dólares aos importadores referentes a tarifas alfandegárias cobradas antes de a Suprema Corte declará-las ilegais, segundo um relatório das contas públicas divulgado nesta segunda-feira (13).

As tarifas alfandegárias são um dos pilares da política econômica e diplomática do presidente Donald Trump desde seu retorno ao poder no ano passado.

No entanto, a mais alta corte dos Estados Unidos suspendeu, em fevereiro, grande parte dessas sobretaxas, obrigando o Executivo a devolver aos importadores os valores cobrados indevidamente.

Como consequência, os dados oficiais do orçamento passaram a refletir um nível incomum de restituições de tarifas alfandegárias: 81 bilhões de dólares desde o início do ano fiscal (outubro de 2025 para o governo federal), ante 5 bilhões de dólares no mesmo período do ano anterior.

Isso se deve “quase inteiramente” à decisão da Suprema Corte, com os reembolsos concentrados nos meses de maio e junho, explicou a jornalistas um funcionário do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

Trump descreveu essas sobretaxas como uma espécie de varinha mágica capaz de, ao mesmo tempo, promover a relocalização de indústrias para os Estados Unidos, negociar condições mais vantajosas para as exportações americanas e equilibrar as contas públicas.

O déficit público, que havia diminuído ligeiramente no ano passado graças à arrecadação recorde com tarifas alfandegárias, voltou a aumentar.

Ele alcançou 1,367 trilhão de dólares nos primeiros nove meses do ano fiscal, uma alta de 2%.

Os Estados Unidos gastaram mais de 1 trilhão de dólares com o pagamento dos juros e da amortização de sua dívida no período (+14%). Com a guerra no Oriente Médio, os gastos militares do país também aumentaram (+5%).

AFP

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