O Governo dos Estados Unidos recebeu hoje com cautela o acordo assinado no Zimbábue pelo presidente Robert Mugabe e o líder opositor Morgan Tsvangirai para formar um Governo de união nacional após quase dois meses de negociações.
“Não vimos o acordo em todos os seus detalhes”, sick afirmou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack.
O Movimento para a Mudança Democrática (MDC) de Tsvangirai informou aos EUA do conteúdo do acordo, mas o Governo ainda não tem “uma imagem completa” do documento, segundo o porta-voz.
McCormack destacou que se o texto evidencia tudo o que o MDC informou aos EUA, o acordo seria muito bem-vindo, mas lembrou que o Governo americano ainda não viu o documento final.
De qualquer forma, os Estados Unidos esperam que, a partir de agora, os zimbabuanos “possam olhar para frente” e que o documento seja implementado de modo que reflita a vontade que expressaram nas recentes eleições.
Questionado sobre se acredita que o acordo será colocado em prática como próximo passo à assinatura, McCormack respondeu: “Bom, veremos”.
“Podem ser obtidos acordos e é importante que esses acordos sejam colocados em prática. Veremos como (o pacto) será implementado” na realidade, assinalou o porta-voz.
As facções políticas rivais do Zimbábue concordaram hoje em formar um Governo de união nacional que permitirá tirar o país da profunda crise na qual se encontra desde o começo do século, e que aumentou nos últimos meses.
O pacto foi assinado após quase dois meses de tensas negociações, em muitas ocasiões à beira do colapso devido à manifesta inflexibilidade das partes.