O Governo dos Estados Unidos se expressou hoje com cautela sobre o anúncio da libertação gradual de 52 presos políticos cubanos, ao afirmar que seria um passo “positivo”, mas que ainda está tentando confirmar os detalhes da decisão.
“Veríamos a libertação de presos como um desenvolvimento positivo, mas estamos buscando mais detalhes para confirmar o anúncio”, disse à Agência Efe Virginia Staab, porta-voz do Departamento de Estado americano, em uma primeira reação à notícia.
O departamento dirigido pela secretária de Estado Hillary Clinton provavelmente emitirá nas próximas horas um comunicado sobre o anúncio da libertação.
Os diálogos entre a Igreja Católica e o Governo de Raúl Castro em favor dos presos políticos colheu hoje seu principal fruto com o anúncio da libertação gradual de 52 condenados no período que ficou conhecido como Primavera Negra, em 2003.
Cinco desses 52 presos políticos serão libertados nas próximas horas e se mudarão para a Espanha, informou a Igreja Católica em comunicado.
Os outros 47 serão libertados nos próximos três ou quatro meses “e poderão sair do país”, segundo o comunicado oficial do Arcebispado de Havana.
Além disso, seis presos políticos serão “aproximados” de suas províncias de residência.