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Mundo

EUA planeja excluir África do Sul e Ruanda de acordo comercial com continente africano

Governo Trump aponta violações de direitos humanos, corrupção e restrições comerciais como justificativas para retirar os países da AGOA

Redação Jornal de Brasília

02/11/2026 16h10

trump holds a campaign rally in kansas

Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP

O representante de Comércio americano, Jamieson Greer, anunciou nesta segunda-feira (2) a intenção dos Estados Unidos de excluir a África do Sul e Ruanda da Lei de Crescimento e Oportunidades na África (AGOA, na sigla em inglês).

A África do Sul, que figura entre seus principais beneficiários, está na mira do governo de Donald Trump, que lhe atribui uma suposta perseguição contra os africâneres, descendentes dos colonos brancos europeus.

“Com base na revisão anual” do acordo, realizada nas últimas semanas, “o presidente Trump determinou que os governos de Ruanda e da África do Sul adotaram práticas que não cumprem os critérios de elegibilidade da AGOA”, declarou Greer em um comunicado.

No caso de Pretória, Washington também contesta as limitações ao comércio e aos investimentos americanos no país, o nível de corrupção, bem como ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos e a seus interesses em política externa.

Com relação a Ruanda, o comunicado menciona, entre as razões para excluí-la da AGOA, a ausência efetiva de um Estado de Direito e de pluralismo político, bem como violações dos direitos dos trabalhadores e, em geral, dos direitos humanos.

A AGOA constitui um pilar fundamental das relações comerciais entre os Estados Unidos e as nações africanas, permitindo que estas exportem para o país americano uma ampla gama de produtos sem pagar tarifas alfandegárias.

Cerca de 30 dos quase 50 países do continente africano se beneficiam, em teoria, desse acordo, renovado em setembro pelo Congresso dos Estados Unidos.

AFP

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