O governo dos Estados Unidos da América afirmou, nesta quarta-feira (4), que a Cúpula das Américas é “uma oportunidade única para debater assuntos relevantes da região” e, por isso, é importante a participação dos países convidados, embora tenha ressaltado que esta decisão cabe a cada nação.
O porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Mark Toner, disse que os Estados Unidos querem ver uma ampla participação no encontro, que será realizado de 14 a 15 de abril em Cartagena, na Colômbia.
“Mas a palavra final sobre a participação ou não na cúpula é de cada país”, frisou Toner.
O presidente do Equador, Rafael Correa, foi o único dos chefes de estado convidados para o fórum que já confirmou que não participará do evento.
O líder anunciou na última segunda-feira (2) que enquanto durar seu mandato não participará de nenhuma Cúpula das Américas que Cuba não for convidada.
Correa propôs, em fevereiro, que os membros da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), formada por Cuba, Equador, Venezuela, Bolívia, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, Antígua e Barbuda e Dominica não fossem a Cartagena devido à ausência da ilha caribenha governada atualmente por Raúl Castro, sucessor de Fidel.
Para Correa, é incompreensível a exclusão de Cuba pelo “veto de países hegemônicos”. Os EUA e o Canadá foram os dois únicos países que manifestaram abertamente sua oposição à ideia de convidar Cuba. As duas nações consideram que o país não cumpre o requisito democrático que os participantes das Cúpulas das Américas estabeleceram em 2001.