O Governo dos Estados Unidos ordenou revisar as importações espanholas de pepinos, tomates e alfaces até um novo aviso, perante o temor que contenham a variante da bactéria “E. coli”, mesmo após declaração da Alemanha nesta terça-feira que descarta a possibilidade.
“Devido à informação recebida sobre a epidemia na Alemanha, a Administração de Alimentos e Remédios dos EUA (FDA) está revisando os envios de pepinos, tomates e alfaces da Espanha para sua inspeção”, disse à Agência Efe o porta-voz dessa agência, Doug Karas.
As importações de hortaliças espanholas, das que os Estados Unidos importam quantidades moderadas nesta época do ano, estão sob uma “vigilância ampliada” há uma semana, confirmou Karas.
Karas matizou que a ordem responde “aos dados que a FDA tinha nesse momento”, e que a agência “será flexível” se essa informação mudar, mas reconheceu que por enquanto, não dispõem de uma “notificação oficial” que libere as hortaliças espanholas.
A responsável pela secretaria de Saúde de Hamburgo, Cornelia Prüfer-Storks, confirmou nesta terça-feira que a variante da bactéria “E. coli” descoberta nos pepinos espanhóis não coincide com a encontrada nos sedimentos dos pacientes, e reconheceu que ainda não se identificou a fonte do surto infeccioso.
Segundo a União Europeia (UE), seis americanos que tinham viajado à Alemanha foram infectados com o surto da bactéria, que desde semana passada matou 15 pessoas e afetou outras 1.400.
Alemanha, Áustria, Bélgica, Reino Unido e Rússia paralisaram também os pedidos de hortaliças espanholas após o fim do alerta, algo que poderia ocasionar aos agricultores espanhóis perdas de até 200 milhões de euros semanais, segundo a Federação de Produtores e Exportadores de Frutas e Hortaliças (Fepex).