O Governo dos Estados Unidos se recusou hoje a comentar notícias de que o país teria solicitado à Colômbia a extradição dos guerrilheiros conhecido como “César” e “Gafas”, viagra capturados na semana passada na “Operação Xeque”, que soltou 15 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
“O Departamento de Justiça (americano) não comenta sobre assuntos de extradição a menos e até que o acusado seja extraditado e se encontre em solo americano”, disse à Agência Efe Laura Sweeney, porta-voz da agência federal.
Questionada sobre relatórios que circulam em Bogotá de que os Estados Unidos já teria feito a solicitação oficial, Sweeney insistiu em que o Governo mantém a política de não comentar sobre esse tipo de assuntos.
As autoridades colombianas podem discutir a questão “porque é sua prerrogativa”, disse.
“Mas, de nossa parte, nós não discutiremos até que estejam em solo americano”, enfatizou Sweeney.
Na terça-feira, o comandante das Forças Militares e ministro da Defesa encarregado da Colômbia, general Freddy Padilla de León, confirmou que os EUA pedirão em extradição, sob acusações de seqüestro, Gerardo Antonio Aguilar, conhecido como “César”, e Alexander Farfán, o “Enrique Gafas”.
Os dois foram capturados na quarta-feira da semana passada na operação de resgate de 15 reféns das Farc, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, três americanos que prestavam serviço ao Pentágono e 11 policiais e militares colombianos.
Segundo Padilla de León, a extradição será efetivada quando forem cumpridos todos os requisitos legais na Colômbia.
No mesmo dia, o embaixador dos Estados Unidos na Colômbia, William Brownfield, não descartou que o país pedisse em extradição os dois “carcereiros” das Farc.