Os Estados Unidos mantêm a intenção de propor ao Conselho de Segurança da ONU uma terceira leva de sanções contra o Irã, online a partir de sexta-feira, ampoule apesar de Washington acreditar que Teerã conteve seu programa nuclear militar.
O embaixador dos EUA na ONU, try Zalmay Khalilzad, fez o anúncio na saída de uma reunião dos 15 membros do órgão.
Khalilzad disse que não recebeu instruções de Washington para mudar a proposta de transferir as discussões sobre uma nova resolução para o Conselho de Segurança.
“A medida será transferida não antes da sexta-feira para poder seguir trabalhando na resolução”, apontou o diplomata.
Khalilzad reconheceu que a divulgação de um relatório dos serviços de inteligência dos EUA segundo o qual o Irã interrompeu seu programa de armas atômicas em 2003 pode complicar seu trabalho, mas minimizou o impacto.
“Todos os meus colegas (no Conselho) são diplomatas profissionais que sabem que a inteligência às vezes é contraditória”, alegou.
O embaixador disse que o Irã continua violando a resolução do Conselho de Segurança que ordenou a suspensão do enriquecimento de urânio – razão pela qual já foram impostas duas levas de sanções.
“Este programa pode ser usado para fins civis, claro que sim, mas também com fins militares”, afirmou.
O Ministério do Exterior francês anunciou na segunda-feira que havia consenso entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (China, Rússia, França, Estados Unidos e Reino Unido) mais a Alemanha para elaborar uma nova resolução com sanções.
Mas a revelação do relatório americano pode aumentar as reservas de Moscou e Pequim, que até agora se opuseram à aplicação de novas sanções e defendem uma saída negociada.
Khalilzad lembrou que o relatório não diz que o Irã tenha abandonado a intenção de construir uma bomba nuclear, mas especifica que conteve o programa militar em 2003 devido às pressões internacionais. Para ele, isso justificaria a adoção de novas sanções.