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EUA intercepta no oceano Índico petroleiro que escapou do bloqueio no Caribe

Navio Aquila II foi abordado sem incidentes por militares americanos após escapar de restrições impostas pelo governo Trump

Redação Jornal de Brasília

09/02/2026 13h09

Foto: EFE/Comando europeu dos EUA/X

Foto: EFE/Comando europeu dos EUA/X

As forças americanas interceptaram no oceano Índico um petroleiro que conseguiu se esquivar do bloqueio imposto pelo presidente Donald Trump aos navios sancionados no Caribe, informou o Pentágono nesta segunda-feira (9).

“As forças americanas interceptaram” o navio, disse o Pentágono em resposta a uma pergunta da AFP, após anunciar no X que forças americanas haviam abordado “sem incidentes” o Aquila II, sancionado pelo governo de Washington.

O petroleiro “operava desafiando o bloqueio estabelecido pelo presidente Trump para os navios sancionados no Caribe. Fugiu e nós o seguimos”, declarou o Pentágono no X, acrescentando que o navio foi “rastreado e perseguido” do Caribe até o oceano Índico.

A publicação incluía um vídeo no qual era possível ver as forças americanas descendo por cordas de um helicóptero até o convés do petroleiro.

Este é o oitavo navio apreendido pelos Estados Unidos desde que Trump ordenou, em dezembro, o “bloqueio” dos petroleiros sancionados que partissem ou se dirigissem à Venezuela.

Além disso, é o segundo petroleiro interceptado longe do Caribe após conseguir driblar as forças americanas. No mês passado, as forças americanas apreenderam, no Atlântico Norte, um petroleiro vinculado à Rússia que zarpou da Venezuela.

Washington mobilizou uma enorme força naval no Caribe com o objetivo de atacar o tráfico de drogas rumo aos Estados Unidos.

Desde então, estas forças colaboraram com a detenção de Nicolás Maduro em um ataque em 3 de janeiro na Venezuela e nas operações para interceptar os petroleiros sancionados.

Os navios apreendidos representam uma ínfima parte da conhecida como frota fantasma, um número indeterminado de petroleiros utilizados por vários países para contornar as sanções impostas por Washington contra este setor.

“É uma porcentagem muito pequena”, declarou o contra-almirante americano David Barata em uma audiência do Congresso no início deste mês.

AFP

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