O Governo dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira que incluiu o chamado “Exército do Islã”, com sede na Faixa de Gaza, acusado de estar por trás de atentados em Israel e no Egito, em sua lista de organizações terroristas estrangeiras.
O Departamento de Estado disse em comunicado que o “Exército do Islã”, fundado em 2005, lançou inúmeros foguetes contra Israel e sequestrou dois jornalistas da emissora “Fox News”, um americano e o outro neozelandês, na Faixa de Gaza em 2006. Em 2007, o grupo extremista sequestrou o jornalista britânico Alan Johnston, também em Gaza.
Segundo o comunicado, o grupo, liderado por Mumtaz Dughmush, também é responsável por vários ataques em 2009 contra cidadãos egípcios no Cairo e em Heliópolis, que deixaram vários mortos e feridos.
O grupo extremista muçulmano, que atua principalmente na Faixa de Gaza e nos territórios palestinos, segue uma ideologia salafista (corrente radical no Islã) combinada com “o modelo tradicional da resistência palestina armada”, explicou o Departamento de Estado.
Segundo o Governo dos Estados Unidos, o “Exército do Islã” trabalhou com o grupo extremista Hamas e tenta estabelecer vínculos mais estreitos com a Al Qaeda, cujo líder máximo Osama Bin Laden morreu neste mês em uma operação americana.
Em virtude da inclusão do Exército do Islã na lista negra dos EUA, os americanos estão proibidos de fazer qualquer transação de negócios com o grupo, que por sua vez, terá os bens que possui nos Estados Unidos congelados.