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EUA enviará mais 600 militares para a fronteira com o México

Isso “aumentará o número total de tropas mobilizadas ou programadas para serem mobilizadas na fronteira sul para aproximadamente 9.600”, disse

Redação Jornal de Brasília

11/03/2025 21h44

army hosts air assault operations training exercises at fort carson in colorado

Batedores de cavalaria com a 2ª Brigada de Combate Stryker participam da Operação Steel Eagle em 31 de março de 2022 em Fort Carson, Colorado. Os Estados Unidos enviarão quase 3.000 tropas adicionais para sua fronteira com o México, elevando o número total de militares em serviço ativo para cerca de 9.000, disse o Comando Norte dos EUA (NORTHCOM) em 1º de março de 2025. A segurança da fronteira é uma prioridade fundamental para o presidente Donald Trump, que declarou emergência nacional na fronteira dos EUA com o México em seu primeiro dia no cargo. (Foto de Michael Ciaglo / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP)

Os Estados Unidos vão mobilizar mais de 600 militares adicionais na sua fronteira com o México, informou nesta terça-feira (11) o exército americano, em meio à cruzada do presidente Donald Trump contra a imigração ilegal e o narcotráfico.

Dentre eles, cerca de 40 serão analistas de inteligência da força aérea e aproximadamente 590 engenheiros do exército, detalhou o Comando Norte dos Estados Unidos (Northcom) em um comunicado.

Isso “aumentará o número total de tropas mobilizadas ou programadas para serem mobilizadas na fronteira sul para aproximadamente 9.600”, disse.

“O número exato de pessoal flutuará à medida que as unidades rodem” e “forças adicionais sejam designadas”, acrescentou.

A segurança da fronteira é uma prioridade para o presidente Trump, que declarou emergência nacional na fronteira dos Estados Unidos com o México em 20 de janeiro, o primeiro dia de seu segundo mandato.

Diante do Congresso, o republicano afirmou este mês que o território mexicano próximo à fronteira americana “está totalmente dominado por cartéis criminosos que assassinam, estupram, torturam”.

Trump os acusa de ameaçar “a segurança nacional” dos Estados Unidos e defende que chegou a hora de travar “uma guerra” contra eles.

Por enquanto, designou como organizações “terroristas globais” seis grupos mexicanos, incluindo o Cartel de Sinaloa, fundado nos anos 1980 por Joaquín “El Chapo” Guzmán e Ismael “El Mayo” Zambada.

Sua administração também lançou um plano para conter a imigração ilegal que inclui batidas, prisões e deportações.

“A invasão do nosso país TERMINOU”, proclamou o presidente no início deste mês em sua plataforma Truth Social.

“Graças às políticas da administração Trump, a fronteira está FECHADA para todos os imigrantes ilegais”, escreveu.

O México também ordenou o envio de 10 mil soldados à zona limítrofe, onde opera o tráfico de drogas, como parte de negociações para tentar evitar a entrada em vigor de tarifas aduaneiras de 25% sobre todos os seus produtos. Após um impasse, Trump decidiu adiar as tarifas até 2 de abril.

© Agence France-Presse

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