A Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID, sigla em inglês) informou em comunicado que o pessoal, procedente de Los Angeles (Califórnia) e Fairfax (Virgínia), irá acompanhado, além disso, de especialistas em desastres naturais para avaliar a situação do Haiti. EFE
A equipe está formada, em geral, por bombeiros, paramédicos, especialistas em resgate, médicos de urgência, engenheiros estruturais, técnicos em materiais perigosos, cachorros de busca e adestradores, assim como especialistas em comunicações e em logística.
O grupo vai transportar aproximadamente 48 toneladas de material e ferramentas para a busca e resgate da população.
“Estamos vivendo uma situação trágica, e vamos trabalhar em colaboração com o Governo do Haiti para fornecer assistência imediata para ajudar no resgate”, disse o administrador da USAID, Rajiv Shah.
Desde que ocorreu o sismo, o Departamento de Estado, dirigido pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, fez reuniões para avaliar como atender o país caribenho nesta situação de desastre.
Hillary, que está em Honolulu (Havaí), entrou em contato com o responsável adjunto da embaixada dos EUA em Porto Príncipe, David Lindwall, para obter uma primeira avaliação da catástrofe.
De acordo com o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley, há “danos significativos” no Haiti, com um número indeterminado de edifícios que caíram.
Lindwall, que está na embaixada, segundo o porta-voz, viu paredes derrubadas e muita gente ferida e morta, embora neste momento não possa ser especificado o número de vítimas, destacou.
O responsável adjunto estava voltando para casa quando ocorreu o terremoto, e por isso pôde ver o alcance do sismo, explicou Crowley.
Washington tentou estabelecer contato com o Governo do Haiti, mas ainda não conseguiu, indicou o porta-voz.
“Esperamos consegui-lo em breve para poder começar com o processo de avaliação das necessidades do Haiti e iniciar o envio de ajuda”, assinalou Crowley.
O porta-voz do Departamento de Estado lembrou que o Haiti é o país mais pobre da América Latina e “claramente necessitará de muita ajuda e, como disse o presidente Barack Obama, estamos preparados para fazer o que pudermos”, acrescentou.
Uma das primeiras tarefas será avaliar, ao amanhecer, as condições do aeroporto em Porto Príncipe e determinar até que ponto os EUA podem enviar equipes de resposta a desastres em aviões e aterrissar no Haiti.
O Departamento de Estado trabalhará estreitamente com o Pentágono para coordenar a provisão de ajuda e o envio de equipes ao Haiti nos próximos dias.