Os Estados Unidos, em uma iniciativa coordenada com seus aliados internacionais, intensificaram nesta sexta-feira a pressão sobre o regime sírio ao exigirem pela primeira vez de maneira explícita a saída do presidente Bashar al Assad do poder e anunciarem a imposição de sanções mais duras contra seu regime.
Ao comunicado, através do qual o presidente Barack Obama assegurou que “chegou o momento de o presidente Assad sair”, se somaram declarações similares de Reino Unido, França, Alemanha e União Europeia (UE).
Por sua vez, a ONU recomendou que o Tribunal Penal Internacional investigue as denúncias de massacres e violações dos direitos humanos na Síria.
Pouco antes de começar suas férias nesta quinta-feira e enquanto se reunia com sua equipe de Segurança Nacional, Obama emitiu um comunicado no qual acusou o líder sírio de ter perdido toda sua legitimidade.
“Dissemos continuamente que o presidente Assad deve liderar uma transição democrática, mas ele não a liderou. Pelo bem do povo sírio, chegou o momento de o presidente Assad sair”, acrescentou Obama.
O presidente americano assinou uma ordem que endurece as sanções contra o regime. Entre outras medidas, congela todos os bens do Governo sírio sujeitos a jurisdição americana.
Além disso, fica proibido aos americanos se envolverem em qualquer transação da qual o regime de Assad participe.
A ordem também proíbe as importações de petróleo e seus derivados de origem síria e impede os americanos de investirem no país.
“É o momento de o povo sírio decidir seu próprio destino e seguiremos firmemente a seu lado”, ressaltou Obama, que acrescentou que seu país apoiará uma Síria “democrática e justa”.
Em comunicado conjunto, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, se pronunciaram em termos similares aos de Obama ao assegurarem que Assad deve “deixar o poder pelo bem da Síria e a unidade de seu povo”.
Enquanto isso, a chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, ressaltou que o bloco “se dá conta da total perda de legitimidade de Bashar al Assad aos olhos de seu povo”.