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Mundo

EUA e Rússia planejam para sábado início da trégua na Síria

Arquivo Geral

22/02/2016 18h09

Os governos da Rússia e dos Estados Unidos concordaram em implementar um cessar-fogo na Síria a partir do sábado, no que se espera ser um passo crucial no fim da guerra civil no país, que já dura cinco anos.

O fim das hostilidades não se aplica a duas milícias classificadas como organizações terroristas: o Estado Islâmico e a Frente Nusra – filiada da Al Qaeda -, de acordo com o Departamento de Estado.

Washington e Moscou ficarão encarregados de monitorar o cessar-fogo e espera-se que pressionem o grande número de milícias para que respeitem o acordo.

“A Federação Russa e os EUA estão preparados para trabalharem juntos na troca de informações pertinentes e desenvolverem procedimentos necessários para impedir que as partes que participam do acordo sejam atacadas”, diz o tratado firmado entre Moscou e Washington divulgado nesta segunda-feira.

Autoridades norte-americanas disseram que o presidente Barack Obama e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversaram hoje para darem a “bênção” ao acordo.

Mas o secretário de Estado, John Kerry, ponderou que ainda existem “desafios significativos pela frente”. “Esse é um momento de promessas, mas o cumprimento dessas promessas depende de ações”, disse.

Entre as dificuldades para implementação está o fato de que todas as partes do acordo devem confirmar a participação até sexta-feira.

O cessar-fogo foi negociado através de várias reuniões entre diplomatas russos e americanos, em Genebra, na semana passada. Kerry e o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, também estavam envolvidos.

No dia 11 de fevereiro, Kerry já havia anunciado, no fim de uma conferência internacional sobre a Síria em Munique, que o fim das hostilidades iam começar na última sexta-feira.

Mas a Rússia e o regime de Assad, apoiados por milícias treinadas por iranianos, intensificaram os ataques no nordeste da Síria nas últimas duas semanas. Isso aumentou as preocupações de que Moscou, Damasco e Teerã estão usando a diplomacia como um disfarce para tentar varrer os grupos rebeldes apoiados pelos EUA.

A Rússia e o governo sírio descreveram todos os grupos que tentam derrubar o presidente Bashar al-Assad como grupos “terroristas”. Fonte: Associated Press.

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    Arquivo Geral

    22/02/2016 14h21

    Autoridades norte-americanas afirmaram hoje que a Rússia concordou com os termos do plano para o “cessar das hostilidades” na Síria. Segundo pessoas próximas ao assunto, que não quiseram se identificar, um anúncio deve ser feito após uma conversa por telefone entre os presidentes Barack Obama e Vladimir Putin. O acordo entraria em vigor no sábado.

    A trégua pode encerrar semanas de reuniões diplomáticas em Genebra. Uma primeira rodada de negociações foi rapidamente encerrada após o governo russo iniciar uma enorme ofensiva aérea em apoio às forças do regime de Bashar Assad, que tentam retomar dos rebeldes a maior cidade síria, Aleppo.

    O enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, disse à Associated Press que esta semana está se tornando “crucial” para os esforços diplomáticos que tentam encerrar o conflito. O italiano, no entanto, não deu detalhes das negociações.

    As explosões de ontem em Damasco e Homs, que mataram mais de uma centena de pessoas, deixam muitos sírios céticos quanto ao acordo. Isso porque o acordo exclui grupos considerados terroristas pela ONU, como o Fronte Nusra, a afiliada da Al-Qaeda na região, e o Estado Islâmico, que reivindicou as explosões de ontem.

    De Mistura condenou os ataques, que estão entre os mais violentos desde o início do conflito, e sugeriu que o grupo pode estar se sentindo acuado.

    Hoje, o Kremlin também anunciou que Putin conversou com o emir do Catar, um dos principais aliados dos rebeldes que tentam retirar Assad do poder. Os dois lados concordaram em “intensificar os contatos bilaterais para facilitar o encerramento da crise”, segundo um comunicado do governo russo. Putin também discutiu a questão com o rei Salman da Arábia Saudita, outro apoiador dos rebeldes, em um telefonema na sexta-feira. Fonte: Associated Press.

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