Na nota divulgada hoje, Miliband e Rice assinalam que seguiram de perto nas últimas horas a situação no Quênia, onde morreram mais de 200 pessoas após as eleições de 27 de dezembro.
“Parabenizamos a população do Quênia por seu compromisso com a democracia. No entanto, há relatórios independentes sobre sérias irregularidades no processo de apuração”, indica o texto. A prioridade é pedir aos líderes políticos do Quênia que ajudem a pôr fim à violência e realizem “um processo legal e político intenso que possa construir um futuro unido e pacífico”.
“Nesse contexto, cumprimentamos o pedido da União Africana para que as partes ponham fim à violência, pedimos a todos os líderes políticos que participem de um espírito de compromisso que dê prioridade aos interesses democráticos do Quênia”, afirmaram Miliband e Rice.
“Prometemos esforços diplomáticos e políticos de nossos países para apoiar a reconciliação e a união nacional neste momento vital para o Quênia e a região”, agregam.
Na terça-feira, mais de 40 pessoas, a maioria mulheres e crianças, morreram dentro de uma igreja no Quênia que foi incendiada por grupos de manifestantes na localidade de Eldoret, a oeste do país.