A BP e os cientistas do Governo dos Estados Unidos devem decidir entre amanhã e quarta-feira o plano para fechar de forma definitiva o poço danificado no Golfo do México.
A informação foi dada hoje pelo almirante da reserva Thad Allen, que coordena a resposta dos EUA ao vazamento e disse que, apesar da vontade de querer acabar com o problema o mais rápido possível, ninguém quer correr riscos.
No início deste mês, a BP conseguiu vedar a parte superior do poço danificado. Agora, a companhia precisa fazer o fechamento da parte inferior por meio de um poço auxiliar – segundo Allen, este poço está a 15 metros de seu alvo.
O almirante da reserva relatou que as equipes estudam se a injeção de cimento e lama pesado na parte inferior poderia aumentar a pressão e fazer com que o petróleo volte a subir e sair eventualmente pela boca do poço.
Segundo Allen, para evitar tal situação, há a possibilidade de instalar um sistema para diminuir a pressão antes do término da escavação do poço auxiliar.
Depois do fechamento do poço danificado, a BP precisará de três ou quatro dias para confirmar o sucesso da operação por meio de testes de pressão.
O desastre ambiental no Golfo do México, o maior da história dos EUA, começou em 20 de abril após a explosão e posterior afundamento da plataforma “Deepwater Horizon”, operada pela BP.
O acidente, cujas causas ainda não foram esclarecidas, provocou a morte de 11 pessoas.