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Mundo

EUA dizem que presidente do Sudão deve se entregar e responder perante TPI

Arquivo Geral

12/07/2010 18h45

O Governo dos Estados Unidos disse hoje que o presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, deveria se “apresentar” ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e responder pelas acusações.

“Em algum momento, o presidente Bashir tem que se apresentar perante o TPI e responder” perante a Justiça pelas acusações que pesam contra a sua pessoa, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley.

O porta-voz fez esta declaração depois que a corte emitiu uma segunda ordem de prisão com o acréscimo de pelo menos três novas acusações de genocídio contra o líder sudanês.

“Todo o mundo tem o direito de comparecer perante uma corte e nós pensamos que o mais rápido possível que o presidente Bashir se apresentar perante esta corte, melhor”, acrescentou o porta-voz.

O enviado especial dos EUA para o Sudão, Scott Gration, visitará a região neste fim de semana, onde reiterará esta mensagem às autoridades sudanesas, explicou Crowley.

O porta-voz assegurou que o Governo do presidente Barack Obama encorajou o Sudão em conversas anteriores a “cooperar plenamente com o TPI”.

A corte considera que “existem fundamentos suficientes para considerar Bashir responsável pelas acusações de genocídio”.

Essas novas acusações se referem aos supostos genocídios cometidos contra os grupos étnicos dos Fur, os Masalit e Zaghawa, vítimas de “assassinatos, torturas e incalculáveis danos psicológicos” ordenados pelo presidente do Sudão.

Em 2009 o TPI emitiu a primeira ordem de prisão que acusava Bashir por cinco crimes contra a humanidade (assassinato, extermínio, deportação, tortura e violação) e dois crimes de guerra (ataques indiscriminados contra a população civil) pelos massacres ocorridos na guerra em Darfur.

O tribunal deixou claro que a segunda ordem de prisão é complementar à anterior e, portanto, não a revoga.

Até hoje, as ordens de detenção foram ignoradas pelas autoridades de Cartum.

A guerra em Darfur, que explodiu em 2003, já deixou pelo menos 300 mil mortos e obrigou 2,7 milhões de pessoas a abandonarem suas comunidades de origem, segundo dados das Nações Unidas.

Precisamente, o Conselho de Segurança da ONU iniciou a investigação da Promotoria do tribunal sobre os fatos de Darfur em 2005.

Bashir dirige o país há 21 anos.

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