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Mundo

EUA denunciam que Cuba mantém abusos a dissidentes e prisioneiros

Arquivo Geral

08/04/2011 16h41

Os Estados Unidos denunciaram nesta sexta-feira diversos casos de violações de direitos humanos em Cuba, onde, segundo o Departamento de Estado americano, os cidadãos continuam sem ter poder para mudar de Governo e persistem os abusos aos dissidentes políticos e prisioneiros.

Em seu relatório anual sobre os direitos humanos no mundo, o Departamento de Estado assegura que Cuba continua restringindo os direitos básicos de seus cidadãos, que não podem manifestar suas ideias políticos em liberdade.

O relatório, que analisa os direitos humanos na ilha em 2010, cita as ameaças e os abusos que sofrem os dissidentes políticos, assim como as péssimas condições das prisões.

O Departamento de Estado menciona no documento a libertação de mais de 40 presos políticos em Cuba, que atribui à “mediação da Igreja, aos protestos nas ruas e às duras críticas internacionais” por causa da morte do opositor Orlando Zapata.

“O Governo, em conversas com a Igreja, afirmou que planeja libertar todos os presos políticos em um futuro próximo”, afirma o relatório.

Segundo o documento, os presos políticos foram detidos por crimes como “ajuda a uma potência estrangeira”, distribuição de “propaganda inimiga”, “violação da segurança nacional” e “desacato às autoridades”.

O relatório assegura que em 2010 restavam nas prisões da ilha pelo menos 105 presos políticos, em comparação com os 194 que havia no final de 2009.

Entre as violações de direitos humanos registradas em Cuba ao longo do último ano está a situação dos defensores de direitos, que, segundo o relatório, não são reconhecidos pelo Estado e sofrem detenções arbitrárias sem direito a um julgamento justo.

Além disso, afirma que Cuba restringe de maneira grave os direitos dos trabalhadores, que não podem se organizar em sindicatos independentes.

Acrescenta que os cubanos têm restrições em seus direitos de liberdade de expressão, imprensa, reunião e movimento.

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