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EUA considera três cenários contra Cuba, afirma presidente Díaz-Canel

O presidente americano, Donald Trump, considera que a ilha comunista, localizada a 150 km da costa da Flórida, representa “uma ameaça extraordinária” para a segurança nacional dos Estados Unidos.

Redação Jornal de Brasília

08/06/2026 22h35

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Foto por PABLO PORCIUNCULA / AFP

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que os Estados Unidos consideram três cenários em sua estratégia contra Cuba: provocar uma explosão social por meio da pressão econômica, tomar o controle da economia do país ou uma eventual agressão militar, segundo uma entrevista publicada nesta segunda-feira (8).

As relações entre Cuba e os Estados Unidos se deterioraram desde janeiro, após a imposição por parte de Washington de um bloqueio petrolífero à ilha e de várias ondas de sanções contra entidades e dirigentes cubanos, assim como o indiciamento do ex-presidente Raúl Castro por um caso que remonta a 1996.

“Eles estão apostando em três cenários: um deles é, com o estrangulamento econômico, provocar a explosão social, e que essa explosão lhes permita, então, com o pretexto de ajuda humanitária, intervir no país”, explicou Díaz-Canel em entrevista ao meio digital espanhol elDiario.es, publicada no site da Presidência.

O presidente americano, Donald Trump, considera que a ilha comunista, localizada a 150 km da costa da Flórida, representa “uma ameaça extraordinária” para a segurança nacional dos Estados Unidos.

Apesar das tensões bilaterais, ambos os governos afirmam manter contatos diplomáticos.

“Um segundo cenário é seguir com um diálogo coercitivo, de máxima pressão, com Cuba, para apoderar-se da economia cubana, para ocupar o país economicamente e que isso depois lhes desse a possibilidade de provocar uma mudança do sistema político, que é a grande aspiração dos Estados Unidos”, acrescentou Díaz-Canel.

Recentemente, várias empresas estrangeiras, incluindo diversas redes hoteleiras, reduziram ou cessaram suas operações na ilha sob pressão de Washington.

“E um terceiro cenário é o da agressão militar”, apontou o presidente. Diante da possibilidade de uma agressão militar, ele defendeu o direito do país de se preparar para a defesa, de forma “que não haja surpresa” nem “derrota”.

© Agence France-Presse

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