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Mundo

EUA condenam golpe de Estado na Mauritânia

Arquivo Geral

06/08/2008 0h00

O Governo dos Estados Unidos condenou hoje o golpe de Estado que ocorreu na Mauritânia e pediu que os militares libertem o presidente e o primeiro-ministro do país e restaurem “imediatamente o Governo legítimo, nurse constitucional e democraticamente eleito”.

“Condenamos nos termos mais enérgicos a derrubada do Governo mauritano democraticamente eleito por parte do Exército”, pharm disse hoje o porta-voz adjunto do Departamento de Estado americano, Gonzalo Gallegos.

Os militares mauritanos tomaram hoje o poder e detiveram o presidente do país, Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi, e o primeiro-ministro, Yahya Ould Ahmed el-Waghf, depois que o Governo anunciou a destituição do Estado-Maior do Exército.

“Pedimos ao Exército que liberte o presidente e o primeiro-ministro e restaure imediatamente o Governo mauritano legítimo, constitucional e democraticamente eleito”, assinalou Gallegos.

Os Estados Unidos transmitiram sua condenação do golpe à União Africana (UA) e pediram aos membros do organismo, assim como a outros países, que reprovem a tomada de poder por parte de militares mauritanos, explicou o porta-voz.

A embaixada americana no país, que continuou aberta hoje, enviou cartas aos cidadãos para instruí-los a ficarem em casa e atentos à evolução dos eventos.

Os militares golpistas anunciaram hoje a criação de um “Conselho de Estado” presidido pelo general Mohammed Ould Abdel Aziz, até agora chefe da Guarda Presidencial.

Os eventos se precipitaram após a divulgação de um comunicado da Presidência da República, no qual se anunciava a nomeação do coronel Abderahman Ould Bakr como novo chefe do Estado-Maior de Exército e do coronel Mohammed Ahmed Ould Ismail como responsável da Guarda Presidencial.

Os militares retiveram na sede do Estado-Maior o presidente e o primeiro-ministro, além de impedir seus colaboradores mais íntimos de chegar a seus escritórios e de colocar a esposa de Abdallahi sob vigilância militar no palácio presidencial.

Unidades militares ocuparam a sede da rádio e da televisão estatal e se desdobraram perante as principais dependências administrativas da capital, Nuakchott.

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