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Mundo

EUA celebram libertação de cidadão condenado na Coreia do Norte

Arquivo Geral

27/08/2010 10h13

O Governo dos Estados Unidos celebrou na madrugada desta sexta-feira a libertação de um cidadão americano detido na Coreia do Norte desde janeiro, graças à intermediação do ex-presidente Jimmy Carter.

“Apreciamos o esforço humanitário do ex-presidente Carter e cumprimentamos a decisão da Coreia do Norte de conceder a Gomes uma anistia especial e permitir seu retorno aos Estados Unidos” disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Philip Crowley.

Carter chegou quarta-feira à capital norte-coreana para conseguir a libertação de Aijalon Mahli Gomes, um americano de 30 anos que em abril foi condenado a oito anos de trabalhos forçados e a uma multa de US$ 600 mil por entrar ilegalmente na Coreia do Norte em 25 de janeiro.

Crowley disse em comunicado que os EUA estão “aliviados” de saber que Gomes “em breve voltará a salvo para se reunir com sua família”.

O porta-voz americano reiterou que a viagem de Carter foi de caráter “privado” e a convite do Governo de Pyongyang.

Washington aceitou esta viagem pelos relatórios do delicado estado de saúde de Gomes, que, segundo indicou recentemente a imprensa oficial norte-coreana, tentou suicídio em julho por causa de um sentimento de “culpabilidade” e “decepção” pela falta de ação do Governo americano.

A saúde de Gomes “corria um sério risco se não recebesse atendimento imediato nos Estados Unidos” disse Crowley.

Os EUA reiteraram a seus cidadãos o alerta vigente do perigo que representa viajar ao país comunista “sem ter recebido uma permissão explícita e um visto expedido pelo Governo da Coreia do Norte”.

Esta foi a segunda visita à capital norte-coreana de Carter, Prêmio Nobel da Paz em 2002, depois da viagem histórica que realizou em 1994, quando se reuniu com o então líder norte-coreano e pai do atual, Kim Il-sung.

Outro ex-presidente americano, Bill Clinton, viajou em agosto de 2009 à capital norte-coreana, onde se reuniu com Kim Jong-il e conseguiu a libertação de duas jornalistas americanas detidas na fronteira com a China e condenadas a 12 anos de trabalhos forçados.

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