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Mundo

EUA apontam resultados positivos de operação em Bagdá

Arquivo Geral

22/08/2006 0h00

O nível de violência em Bagdá diminuiu nas últimas duas semanas, dosage generic e em alguns bairros antes perigosíssimos ela praticamente desapareceu, afirmaram hoje as Forças Armadas norte-americanas num informe cautelosamente otimista, a respeito da operação de segurança em vigor na capital.

Um dia depois de o presidente norte-americano, George W. Bush, ter afirmado que está preocupado com a possibilidade de guerra civil e que os soldados dos EUA não devem voltar tão cedo, o principal porta-voz militar no Iraque disse não ver sinais de um conflito desse tipo, mas afirmou que os Estados Unidos estão se concentrando em acabar com os "esquadrões da morte" sectaristas tanto da comunidade xiita como da sunita.

Vinte e duas buscas realizadas na última semana resultaram em 37 prisões, disse o major-general William Caldwell numa entrevista coletiva. Ele apresentou estatísticas que mostram uma queda de 16% na média diária de ataques desde o dia 7 de agosto, ela está em 21, e era de 25 nos dois meses anteriores.

"O que vimos em agosto foi uma virada", disse Caldwell, duas semanas depois do reforço do policiamento de Bagdá, por tropas e policiais iraquianos junto com as forças dos EUA.

Em três áreas especialmente violentas, onde foi concluída este mês uma série de operações para desenraizar militantes, a vida está voltando ao normal e os ataques são raros, disse Caldwell. A sensação é endossada por vários moradores dos bairros de Ghazaliya e Amriya, principalmente sunitas, e Dora, de população mista.

"Há coisas positivas acontecendo e as pessoas estão vendo isso", disse Caldwell. "Não é uma coisa que vai acontecer da noite para o dia. Mas todos os sinais são bem positivos".

Os ataques em Dora caíram de 20 a 30 por dia para praticamente nenhum, disse ele, depois que as forças dos EUA e do Iraque reforçaram o policiamento na área, expulsnado os militantes e tentando conquistar os moradores com ofertas de dinheiro e de ajuda, como coletando o lixo.

"A maioria das lojas ainda está fechada", disse Sahab al-Shujairi, sobre Dora. "Mas a segurança está melhorando. Antes, ouvíamos tiros por todo lado, mas agora quase não se ouve nada. Há uma relativa calma.

O banco central iraquiano deu uma pequena mostra dos problemas econômicos que estão atrapalhando a recuperação do país ao anunciar que a inflação chegou aos 70% em julho, e que o desemprego está em 50%.

A exploração do petróleo iraquiano sofre com sabotagens e com os problemas na infra-estrutura.

Questionado sobre o comentário de Bush sobre a possibilidade de guerra civil, Caldwell disse: "Não há indicações que eu veja neste momento. Mas nos preocupamos com os elementos extremistas".

Números que vazaram do Pentágono na semana passada indicaram que a quantidade de bombas plantadas com o objetivo de atingir soldados ou civis era em julho quase o dobro da de janeiro, um recorde desde a invasão, em 2003. Mas Caldwell disse que houve uma redução desde o mês passado.

Entre os piores incidentes registrados ontem, oito comerciantes de frutas foram encontrados degolados numa estrada ao sul de Bagdá. Na província de Anbar, no oeste do país, militantes mataram um segurança do governador.

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