A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, declarou hoje o apoio de seu país à Argentina em sua “busca de justiça” pelo atentado contra uma associação judaica em Buenos Aires em 1994, enquanto o chanceler argentino, Héctor Timerman, voltou a exigir do Irã que “coopere com a Justiça”.
A Argentina quer que o Irã detenha e entregue nove acusados pelo atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em 18 de julho de 1994 em Buenos Aires que matou 85 pessoas.
“Argentina e Estados Unidos cooperam estreitamente na luta contra o terrorismo”, disse Hillary.
Segundo a chefe da diplomacia americana, “a Argentina foi vítima de ataques terroristas em seu próprio território”.
Em entrevista coletiva posterior, o chanceler argentino reiterou seu pedido ao Irã para que coopere com a Argentina.
Timerman lembrou que Buenos Aires obteve provas sobre a participação de “certos funcionários iranianos no ataque” e que Interpol (Polícia internacional) pediu a captura dessas pessoas, entre eles o atual ministro da Defesa iraniano, Ahmad Vahidi, e o ex-presidente Ali Akbar Rafsanjani.
Antes do ataque contra a Amia, um atentado destruiu a embaixada de Israel em Buenos Aires em março de 1992, matando 29 pessoas.
A Justiça argentina atribui este atentado ao Irã e ao movimento xiita libanês Hisbolá. EFE.