Em visita a Pequim, capital da China, autoridades que acompanham a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, apelaram, nesta quinta-feira (3), para que o governo chinês respeite e preserve os direitos humanos dos cidadãos do país. O apelo ocorre em um momento delicado, pois, até esta quarta, o dissidente político e deficiente visual Chen Guangcheng estava abrigado na Embaixada dos Estados Unidos em Pequim, alegando riscos para si e para sua família.
“Os Estados Unidos acreditam que nenhum Estado pode legitimamente negar direitos universais que pertencem a cada ser humano ou punir aqueles que os exercem”, disse o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, lembrando que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu uma “parceria mais próxima” às nações que protegem os direitos seus cidadãos.
Nesta quarta (2), Hillary cumprimentou Chen e disse que os Estados Unidos estavam dispostos a ajudá-lo e à sua família para que tenham dias melhores, mas evitou criticar diretamente o governo chinês. Condenado em 2006 a 51 meses de prisão por perturbação da ordem pública, Chen se tornou um crítico do governo chinês. Ele denunciou a ocorrência de esterilizações e abortos forçados contra mulheres cometidos por autoridades do Partido Comunista.
Durante a visita, o presidente da China, Hu Jintao, pediu a Hillary que os Estados Unidos firmem com os chineses um respeito mútuo para resolver conflitos. “Devemos resolver nossas diferenças de forma adequada e respeitar e acomodar os interesses e preocupações dos outros”, disse Jintao. “Dados os nossos diferentes contextos nacionais, é impossível para a China e os EUA concordarem em tudo”, finalizou.