O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, advice Henry Paulson, sales admitiu hoje em conversa telefônica com o presidente colombiano, sildenafil Álvaro Uribe, que será difícil a aprovação no Congresso do Tratado de Livre-Comércio (TLC) assinado entre ambos os países, mas que a Casa Branca se comprometeu a alcançá-lo.
Em entrevista coletiva conjunta com o ministro da Fazenda colombiano, Óscar Iván Zuluaga, Paulson, que está em Miami, afirmou que falou hoje por telefone com Uribe para lhe transmitir a determinação e o compromisso do Governo dos EUA para que o acordo seja aprovado.
“Nenhum acordo comercial é aprovado facilmente. Há uma certa continuidade na defesa do protecionismo e estamos em um ano eleitoral. Não será fácil”, destacou Paulson.
Bush anunciou hoje que amanhã enviará ao Congresso o projeto de lei para a aprovação do TLC com a Colômbia, em claro desafio aos democratas que se opõem ao pacto porque consideram que o país andino não fez o suficiente em favor dos sindicalistas e defensores dos direitos humanos.
Por sua vez, o ministro da Fazenda colombiano ressaltou que seria muito difícil de entender em seu país que o acordo não seja aprovado por seu aliado estratégico mais importante.
“Para os colombianos seria muito difícil de entender que se tenha dito sim ao Peru e se diga não à Colômbia. É o mesmo acordo”, afirmou Zuluaga em referência ao TLC com o Peru, aprovado este ano no Congresso americano.
Zuluaga pediu aos congressistas dos EUA que reconheçam os progressos que foram feitos em seu país durante os últimos cinco anos em matéria de defesa dos direitos humanos e em prol dos direitos trabalhistas.
Insistiu também que a aprovação do TLC fortalecerá a democracia da Colômbia e reafirmará os EUA como o aliado comercial e estratégico mais sólido do país.
O secretário de Comércio dos EUA, Carlos Gutiérrez, também afirmou em Miami que “seria um erro muito grande” se o Congresso não aprovar o TLC pela importância geoestratégica do tratado “com o país que foi um dos grandes amigos (dos EUA) no hemisfério”.
Gutiérrez insistiu que “seria infeliz” dar as costas à Colômbia depois da melhora substancial em todos os aspectos nos últimos anos.
Como um exemplo dessa transformação, citou a cidade de Medellín “que mudou de maneira espetacular nos últimos oito anos” e que em 2009 será a sede da próxima assembléia anual do BID.
O ministro colombiano evitou, por outro lado, comentar a renúncia, no sábado passado, de Mark Penn, chefe de campanha da senadora democrata Hillary Clinton, aspirante à Casa Branca, por seus contatos com a Embaixada da Colômbia sobre o TLC.