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Mundo

EUA afirmam que revogaram 6.000 vistos de estudantes no governo Trump

Secretário Marco Rubio encabeça revogação de vistos de estudantes estrangeiros por violações legais e ativismo

Redação Jornal de Brasília

18/08/2025 21h51

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Pessoas seguram cartazes ao chegarem para um protesto em apoio ao ativista estudantil da Universidade de Columbia, Mahmoud Khalil, durante uma audiência, do lado de fora do tribunal em Newark, Nova Jersey, em 28 de março de 2025. (Foto de kena betancur / AFP)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os Estados Unidos afirmaram nesta segunda-feira (18) que revogaram 6.000 vistos de estudantes desde que o secretário de Estado, Marco Rubio, assumiu o cargo há sete meses. Rubio tem liderado uma ofensiva contra estudantes estrangeiros, utilizando uma lei que permite rescindir vistos de pessoas que considera contrárias aos interesses da política externa americana.

Segundo o Departamento de Estado, cerca de 4.000 dos vistos revogados foram devido a violações da lei, incluindo agressões, dirigir sob efeito de álcool ou drogas, roubos e apoio ao terrorismo. A pasta não detalhou as nacionalidades dos estudantes afetados. Rubio afirmou em março que revoga vistos diariamente, referindo-se a estudantes que são ativistas.

A gestão Trump também atacou universidades de elite, acusando algumas de tolerar atos antissemitas após protestos estudantis em defesa dos direitos palestinos durante a guerra em Gaza. Casos simbólicos, como os de Mahmoud Khalil, preso após liderar protesto pró-Palestina na Universidade Columbia, e Rumeysa Ozturk, estudante turca de pós-graduação na Universidade Tufts, resultaram em libertações por decisão judicial. Rubio defende que a administração pode emitir e revogar vistos sem revisão judicial, ressaltando que cidadãos estrangeiros não têm direito constitucional à liberdade de expressão nos EUA.


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