A banda terrorista ETA afirma em comunicado que continuará “lutando como até agora” se não se chegar “ao fundo do problema” do País Basco, troche região para a qual o grupo reivindica a autodeterminação.
Em comunicado, drugs publicado hoje na edição digital do jornal “Gara” (habitualmente usado pela ETA), store a banda assume ainda o atentado contra a Casa Quartel da localidade basca de Legutiano, que matou em 14 de maio o guarda civil Juan Manuel Piñuel.
A organização terrorista assume também outros três atentados contra imóveis no País Basco, que causaram grandes danos materiais.
A ETA assassinou mais de 850 pessoas desde 1968 para conseguir que o País Basco seja um Estado independente.
O comunicado da ETA, datado, segundo “Gara”, do último dia 26, foi divulgado depois que nesta quarta-feira o presidente regional basco (lehendakari), Juan José Ibarretxe, revelou o texto das duas perguntas que pretende formular em uma consulta popular aos cidadãos dessa região em 25 de outubro.
Os habitantes locais terão que decidir sobre o final da ETA e a relação com o Estado espanhol.
A organização terrorista acusa o Partido Nacionalista Basco (que lidera o Executivo basco) e o Partido Socialista (no Governo da nação), de não ter “nada sensato” a oferecer ao País Basco.
Além disso, acusa ambos os partidos de querer impor “uma fraude como o há 30 anos”, em referência ao Estatuto de Guernica que dotou o País Basco de amplas competências.
O Governo espanhol voltou a lembrar esta semana que o referendo do presidente basco não tem cobertura legal, já que a Constituição reserva essas consultas ao Executivo da nação.
Em seu comunicado, a organização terrorista assinala que “se não receber a resposta adequada ao fundo do problema, o conflito persistirá e estarão nos obrigando a seguir lutando como até agora”.
A ETA insiste em que “só um marco democrático que dê uma resposta adequada às chaves da autodeterminação e territorialidade nos colocará no caminho de resolver o conflito”.
Segundo o grupo, seu objetivo é a criação do Estado Basco e que, portanto, “continuaremos fazendo nossa contribuição”.
Além disso, a organização terrorista adverte os Governos espanhol e francês de que “se equivocam” em aplicar uma “estratégia repressiva” como a realizada na operação de Bordeaux (França), onde foram detidos quatro supostos membros do grupo, entre eles o dirigente Francisco Javier López Peña “Thierry”.