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Estudantes chilenos convocam nova greve e manifestações

Arquivo Geral

05/08/2011 16h56

Os estudantes do Ensino Médio do Chile convocaram uma nova greve nacional na expectativa de que o governo melhore a proposta para solucionar o conflito que se arrasta há mais de dois meses no país e após uma quinta-feira de intensos protestos que deixou 874 detidos.

 

 

Segundo disseram nesta sexta-feira dirigentes estudantis, a nova greve será realizada na próxima terça-feira, dia em que solicitarão às autoridades permissão para promover manifestações na Plaza Italia e na Alameda Bernardo O’Higgins, em Santiago, que na quinta-feira foram proibidas.

 

Enquanto isso, as entidades estudantis discutem sua resposta à proposta de 21 pontos que o governo apresentou no início da semana em busca de uma solução ao conflito.

 

Segundo as entidades, o Executivo precisa melhorar e detalhar os pontos relativos à desmunicipalização do ensino e à proibição do lucro das instituições educacionais privadas. Assim, fixaram um prazo de seis dias para que o governo responda a essas exigências, o que foi rejeitado pelo ministro da Educação, Felipe Bulnes.

 

“Há um erro de conceito se os estudantes acreditam que nós vamos agir por pressões ou por ultimato”, disse Bulnes em declarações à rádio “Cooperativa”.

 

Quanto às mudanças anunciadas na proposta, o ministro reiterou que apontam para uma reforma do sistema e afirmou: “No Congresso, nos preocupamos em apresentar os projetos de lei mais urgentes e que acreditamos que são um avanço importante”.

 

Um deles, acrescentou, é a desmunicipalização da educação pública, que deve ser implementada de maneira gradual nas distintas regiões.

 

Enquanto alguns parlamentares opositores anunciavam que fariam uma acusação formal contra o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, pela repressão lançada nesta quinta-feira contra os estudantes, as federações de estudantes secundários e universitários abriram um processo contra ele.

 

“Estamos processando o ministro Hinzpeter pela ação repressiva que teve ontem, quando foram violadas liberdades constitucionais como a de reunião e deslocamento pela via pública”, disse aos jornalistas Camila Vallejo, presidente dos estudantes da Universidad de Chile.

 

Além disso, também foi aberto um processo contra a governadora de Santiago, Cecilia Pérez, acrescentou a dirigente universitária.

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