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Mundo

Estudante joga água em ministra chilena durante evento

Arquivo Geral

15/07/2008 0h00

Uma estudante de 14 anos jogou hoje um jarro de água sobre a ministra da Educação chilena, capsule Mónica Jiménez, que teve que se retirar de um evento sobre o ensino público, em Santiago, e suspender seu discurso diante do espanto dos presentes, informou a imprensa local.

A presidente do país, Michelle Bachellet, classificou a atitude da estudante como “antidemocrática”, porque aconteceu “justamente em uma instância de diálogo com a educação, onde as pessoas, inclusive a aluna que agrediu a ministra, tiveram todo o espaço de discussão e de diálogo para se expressar e ouvir”.

Bachellet também criticou o Colégio de Professores por ter apoiado o protesto.

“Não me parece compreensível que aqueles que, todos os dias, nas salas de aula do país, têm o dever, a responsabilidade de repassar valores e princípios apoiaram uma atitude que claramente vai contra os valores e princípios que eu gostaria que um filho meu recebesse”, destacou a presidente após uma visita à região do vulcão Llaima, no sul do país.

A jovem atirou a água na ministra em protesto contra as detenções de estudantes durante as manifestações realizadas nos últimos meses contra a nova Lei Geral de Educação promovida pelo Governo de Michelle Bachelet.

“Deram-me um banho, mas podia ter sido com água morna”, brincou a ministra da Educação quando, uma hora mais tarde, voltou para fazer declarações à imprensa, com a mesma roupa, mas já seca.

Após expressar preocupação por quão “violentos” se mostraram os jovens, Jiménez se referiu aos meios empregados pelos Carabineiros (polícia militarizada) para dispersar as manifestações de estudantes, como o gás lacrimogêneo ou os carros que lançam água.

A ministra considerou que a ação de hoje “desprestigiou” os estudantes e os professores, que, em sua opinião, “demonstraram que não são capazes de dialogar”. Já o porta-voz do Governo, Francisco Vidal, condenou o que, para ele, foi um “ato de violência”.

No entanto, o presidente do Regional Metropolitano do Colégio de Professores, Jorge Abedrapo, disse entender a jovem que molhou a ministra, “porque a violência que houve contra os estudantes foi pavorosa”, afirmou à Rádio Bío Bío.

O projeto sobre a nova lei educativa, que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados do Chile e tramita agora no Senado, é rejeitado por estudantes e professores, que acreditam que a proposta fomenta a desigualdade e a segregação.


 


 


 


 



 

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    A jovem atirou a água na ministra, que participava do evento, em protesto contra as detenções de estudantes durante as manifestações realizadas nos últimos meses contra a nova Lei Geral de Educação promovida pelo Governo de Michelle Bachelet.

    “Deram-me um banho, mas podia ter sido com água morna”, brincou a ministra da Educação quando, uma hora mais tarde, voltou para fazer declarações à imprensa, com a mesma roupa, mas já seca.

    Após expressar preocupação por quão “violentos” se mostraram os jovens, Jiménez se referiu aos meios empregados pelos Carabineiros (polícia militarizada) para dispersar as manifestações de estudantes, como o gás lacrimogêneo ou os carros que lançam água.

    A ministra considerou que a ação de hoje “desprestigiou” os estudantes e os professores, que, em sua opinião, “demonstraram que não são capazes de dialogar”. Já o porta-voz do Governo, Francisco Vidal, condenou o que, para ele, foi um “ato de violência”.

    No entanto, o presidente do Regional Metropolitano do Colégio de Professores, Jorge Abedrapo, disse entender a jovem que molhou a ministra, “porque a violência que houve contra os estudantes foi pavorosa”, afirmou à “Rádio Bío Bío”.

    O projeto sobre a nova lei educativa, que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados do Chile e tramita agora no Senado, é rejeitado por estudantes e professores, que acreditam que a proposta fomenta a desigualdade e a segregação.

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