A Justiça americana decidirá a partir de março de 2008 se abre um processo para julgar os responsáveis pelo acidente aéreo entre um avião executivo e um Boeing da companhia aérea Gol, and que em setembro de 2006 causou a morte de 154 pessoas no Mato Grosso.
“Hoje formalizamos perante um tribunal federal de Nova York o agrupamento de todas as ações movidas pelas 120 famílias de vítimas do acidente, see que querem que o processo continue nos EUA, e não que seja transferido ao Brasil”, disse hoje à Efe a advogada Lexi Hazam, que representa algumas das famílias envolvidas no caso.
O objetivo da ação é estabelecer responsabilidades e indenizações pelo acidente entre o Boeing 737-800 da Gol e o avião executivo Legacy, ocorrido em 29 de setembro de 2006, e no qual morreram 148 passageiros e seis tripulantes.
Apesar de ser de fabricação brasileira, o avião executivo pertencia à empresa americana ExcelAire Service, com sede em Nova York, e seus ocupantes americanos, incluindo o piloto Joseph Lepore e o co-piloto Jan Paul Paladino, conseguiram aterrissar em uma pista militar.
Enquanto os advogados dos pilotos que viajavam no Legacy pediam que as causas fossem julgadas separadamente, os familiares das vítimas exigiam seu agrupamento.
Além disso, as famílias preferem que a ação seja julgada nos EUA, para que o processo dure o menor tempo possível.
Em 27 de agosto, a Justiça brasileira decidiu julgar à revelia os pilotos americanos, acusados de atentar contra a segurança do transporte aéreo.
A Justiça brasileira responsabilizou os pilotos americanos pelo acidente, pois supostamente não haviam ligado o transponder, aparelho eletrônico que envia sinais de radar sobre a localização das aeronaves em vôo.
Durante seu vôo entre Manaus e Brasília, o Legacy teria ocupado uma aerovia que correspondia ao Boeing da Gol.
O avião, fabricado pela Embraer, acabava de ser adquirido pela empresa americana ExcelAire, e ia rumo aos Estados Unidos em seu vôo inaugural quando ocorreu o acidente.
A empresa americana ExcelAire atribui o acidente a problemas no sistema de controle aéreo do Brasil e a defeitos técnicos no avião.
Em um relatório de 134 páginas entregue à Polícia Federal, os advogados da ExcelAire afirmam que parte do sistema de rádio e um dos componentes onde é instalado o transponder apresentaram erros pouco antes do acidente.