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Mundo

Estados Unidos classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras

Decisão do governo Trump amplia medidas de combate ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico

João Victor Rodrigues

28/05/2026 19h19

Foto: Brendan SMIALOWSKI / AFP

Foto: Brendan SMIALOWSKI / AFP

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) que irá incluir as facções criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês). A medida integra a estratégia da administração do presidente Donald Trump para ampliar o combate ao crime organizado internacional e fortalecer mecanismos de repressão a grupos ligados ao tráfico de drogas.

De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, a classificação passará a valer oficialmente em 5 de junho. Em comunicado, o governo dos Estados Unidos afirmou que as duas organizações estão entre as mais violentas do Brasil e atribuiu aos grupos a responsabilidade por ataques contra agentes de segurança pública, servidores e civis. A avaliação das autoridades americanas é de que a atuação das facções ultrapassa as fronteiras brasileiras e possui impactos regionais e internacionais.

Segundo o governo norte-americano, as atividades desenvolvidas pelo PCC e pelo Comando Vermelho afetam diretamente interesses de segurança dos Estados Unidos, especialmente no contexto do tráfico internacional de drogas e de outras práticas ligadas ao crime organizado transnacional. A classificação como organização terrorista estrangeira permite a adoção de sanções mais rígidas, além de ampliar instrumentos legais para bloqueio de ativos, restrições financeiras e cooperação internacional em investigações.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que as facções brasileiras possuem forte presença em diferentes países da América Latina e classificou ambas como algumas das organizações criminosas mais violentas em atividade na região. O Departamento de Estado ressaltou ainda que continuará utilizando instrumentos diplomáticos, financeiros e de segurança para interromper fontes de financiamento de grupos envolvidos com o narcotráfico e outras atividades ilícitas.

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