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Mundo

Esposa de autor de massacre no Afeganistão não viu sinais estresse no marido

Arquivo Geral

26/03/2012 19h15

A esposa de Richard Bales, o militar americano acusado da morte de 17 civis afegãos, afirmou nesta segunda-feira (26) que seu marido não demonstrou sintomas de estresse pós-traumático antes da missão e lhe custa crer que seja o responsável pelo massacre.

Karilyn Bales detalhou em entrevista ao programa “Today” do canal “NBC” transmitida nesta segunda-feira como soube da notícia do massacre dos civis afegãos no último dia 11 de março.

“Desejei que não estivesse envolvido”, contou ao jornalista Matt Lauer, mas reconheceu que, quando começaram a publicar alguns detalhes como que o responsável do massacre era um sargento de 38 anos do estado de Washington, temeu o pior.

Bales estava no Afeganistão servindo em sua quarta missão no exterior, após ter estado três vezes no Iraque, onde sofreu um traumatismo cerebral e foi ferido no pé.

O advogado de Bales, John Henry Browne, assegurou que seu cliente não lembra tudo o que aconteceu na noite do massacre e espera-se que em sua defesa use o estresse pós-traumático como parte de sua estratégia.

Já Karilyn destacou que não conhece muito sobre estresse pós-traumático, mas disse que não percebeu se seu marido tinha algum dos sintomas como pesadelos ou dificuldade para concentrar-se.

No entanto, segundo disse, “parece que esta missão era diferente que as do Iraque, mais intensa”, embora tenha ressaltando que não tem muita informação sobre o que pode ter acontecido.

O sargento se encontra desde a semana passada isolado em prisão preventiva na base americana de Fort Lavenworth, no Kansas.

Karilyn, que já emitiu um comunicado lamentando a morte das vítimas, em particular das crianças que morreram no ataque, ressaltou que esta situação é “muito triste” e “muito dolorosa”.

“Não posso imaginar perder a minhas crianças, portanto meu coração está com eles, pela perda de todas as suas crianças”, disse a mãe dos dois filhos de Bales.

Em relação à repercussão do caso na imprensa, Karilyn comentou que estão se esquecendo do “lado humano” de Bales, que se alistou depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, e a quem descreveu como um patriota “orgulhoso de defender seu país”.

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