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Mundo

Espião cubano recebe nova sentença de 21 anos de prisão nos EUA

Arquivo Geral

13/10/2009 0h00

Um cubano que espionava para o Governo de Havana e que havia sido sentenciado em 2001 à prisão perpétua recebeu hoje uma nova condenação, de 21 anos e oito meses de prisão, depois que um tribunal de apelações dos Estados Unidos ordenou a redução da sentença.

Antonio Guerrero ouviu a sentença da juíza Joan Lenard em um tribunal de Miami, durante uma audiência judicial de mais de três horas.

O cubano foi declarado culpado de conspirar e operar como agente estrangeiro sem notificar o Governo americano, junto com outras pessoas que integravam uma rede de espionagem desmantelada no sul da Flórida em 1998.

Guerrero se infiltrou na base naval Boca Chica, em Key West, no extremo sul da península da Flórida, mas não obteve nem transmitiu informação secreta a Cuba, segundo os documentos judiciais.

A juíza rejeitou hoje um acordo de sentença apresentado pela Procuradoria Federal e pelo advogado do acusado, Leonard Weinglass, para que reduzisse a condenação de prisão perpétua para 20 anos de prisão.

Lenard disse que, em dez anos, tinha emitido 1,8 mil sentenças e esta era a primeira vez em que o Governo e o advogado de um acusado submetiam a sua consideração um acordo de condenação.

A juíza decidiu impor uma sentença maior, que inclui cinco anos de liberdade condicional, e afirmou que tinha levado em consideração a gravidade dos crimes e as alegações da defesa de que o acusado mostrou bom comportamento.

Guerrero poderia obter sua liberdade em sete anos, devido ao tempo que esteve na prisão, calculou Weinglass, em declarações a jornalistas ao final da audiência.

Um painel de três juízes do 11º Tribunal de Apelações de Atlanta confirmou o veredicto de culpa de todos os acusados no caso, mas rejeitou as sentenças de Guerrero, Fernando González e Ramón Labañino.

As sentenças de Gerardo Hernández a duas prisões perpétuas e a de René González, de 15 anos de reclusão, foram ratificadas.

Estes acusados são conhecidos no mundo todo como “os cinco” e, em Cuba, são considerados heróis.

Um júri de Miami julgou em 2001 os cinco cubanos e os declarou culpados de conspirar e operar como agentes estrangeiros sem notificar o Governo americano.

Os cubanos admitiram durante o julgamento que eram agentes do Governo de Havana, mas afirmaram que espionavam “grupos terroristas de exilados que conspiram contra o (então) presidente Fidel Castro”, e não o Governo americano.

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