Um comitê de especialistas reiterou nesta quarta-feira nos Estados Unidos que o produto Avastin (Bevacizumab) não deve ser usado no tratamento do câncer de mama por não apresentar resultados efetivos e provocar perigosos efeitos colaterais, informaram meios de comunicação locais.
A Agência de Alimentação e Remédios (FDA) dos EUA decidiu em dezembro de 2010 revogar sua aprovação ao uso do medicamento para este tipo de câncer, mas seu fabricante, a farmacêutica suíça Roche, pediu uma audiência para discutir a medida.
Na audiência, um comitê de seis especialistas recomendou ao FDA por unanimidade que mantenha a decisão, mesmo conselho dado em julho do ano passado por outro painel formado por 12 profissionais da área médica.
O remédio também é usado para tratar o câncer de pulmão, de cólon, de rim e de cérebro e poderia seguir no mercado, mesmo com a determinação da suspensão da utilização no tratamento do câncer de mama. No entanto, se a FDA retirar a aprovação ao medicamento, muitas seguradoras deixarão de pagar o tratamento, que custa mais de US$ 100 mil ao ano.
A FDA aprovou o remédio em 2008, depois que um teste apontou que o uso estendia para até cinco meses o prazo de propagação do câncer de mama. No entanto, testes mais recentes não puderam comprovar que os pacientes que utilizaram o medicamento tenham sobrevivido mais tempo.
Por outro lado, os testes apontaram que o Avastin causa efeitos colaterais como aumento da pressão arterial e níveis anormais de leucócitos no sangue.
O Avastin é o remédio contra câncer mais vendido no mundo e uma eventual revogação da FDA poderia causar a Roche perdas de até US$ 1 bilhão.