A ministra das Relações Exteriores espanhola, Trinidad Jiménez, disse nesta terça-feira em Londres que é preciso aumentar “a pressão política e militar” para fazer com que Muammar Kadafi deixe o poder, já que, na sua opinião, o líder líbio “não pode fazer parte do futuro” do país.
Em entrevista coletiva concedida ao término da cúpula internacional para analisar o futuro do país norte-africano, Trinidad assinalou ainda que a ação militar aliada na Líbia “deve continuar até que se consiga um cessar-fogo” que possa ser verificado pelas Nações Unidas.
Os ministros de Exteriores de mais de 35 países, além do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, participaram nesta terça-feira de uma cúpula em Londres para examinar o andamento da operação militar aliada na Líbia e definir a gestão política do conflito.
A chanceler espanhola destacou o “consenso” e a “unidade” demonstrados pelos participantes da reunião e louvou a formação de um grupo de contato para supervisionar a evolução do conflito.
Apesar da necessidade de manter a pressão militar, Trinidad reconheceu que os ataques aliados não vão resolver a crise, que só poderá ser solucionada por meio de um processo político no qual os países árabes desempenhariam “um papel fundamental”.
Quanto à possibilidade de armar os rebeldes, a ministra especificou que isso não foi tratado diretamente na cúpula, mas requerer a aprovação de uma nova resolução que levante o atual embargo de armas aplicado tanto ao regime de Kadafi como aos milicianos.
Trinidad disse ainda que o governo espanhol mantém “contatos quase diários” com o Conselho Nacional de Transição líbio, já que coordena com ele a distribuição da ajuda humanitária espanhola, remédios e alimentos no valor de 4 milhões de euros.