Moratinos reiterou que continuam as gestões diplomáticas em colaboração com as autoridades do Reino Unido para a libertação de Cendón e do jornalista britânico Colin Freeman, seqüestrados quarta-feira na região somali de Puntlandia, no norte do país africano.
O chanceler espanhol comentou sobre o assunto em declarações à imprensa em Doha, onde discursou na Conferência Internacional sobre Financiamento para Desenvolvimento das Nações Unidas.
“Em todos esses casos de seqüestros, o principal para o Governo espanhol é a segurança de nossos cidadãos. Todas as atitudes devem ser tomadas com plena segurança”, declarou o ministro.
Moratinos explicou que sabe “mais ou menos” o local onde os dois reféns poderiam estar sendo mantidos, a 20 ou 30 quilômetros de Bossaso, capital da região, em uma área de “montanhas rochosas de difícil acesso”.
O ministro se reuniu hoje em Doha com a delegação da Somália na ONU, que informou que o presidente somali, Abdullahi Yusuf Ahmed, está em Puntlandia para se inteirar do caso de Cendón e Freeman e de outros assuntos,.
Segundo Moratinos, as autoridades somalis se mostraram “preocupadas” e com “vontade de cooperar” para o fim do seqüestro.