O secretário de Estado de Comércio da Espanha, Jaime García-Legaz, afirmou nesta quinta-feira que a decisão argentina de expropriar a companhia petrolífera YPF é “frontalmente contrária” aos princípios defendidos pelo G20.
O alto cargo espanhol acrescentou que o tema será abordado durante a reunião de ministros de Comércio do G20 e de outras nações convidadas que começou nesta quinta-feira na cidade mexicana de Puerto Vallarta e será prolongado até amanhã.
“O problema é que muitos investidores internacionais podem pensar que a atitude do Governo da Argentina será adotada por outros Governos latino-americanos no futuro, e isto será um fator de dissuasão do investimento internacional na América Latina”, afirmou García-Legaz.
O secretário de Estado espanhol fez suas declarações no intervalo da reunião desta quinta-feira, na qual disse que acontecerão intervenções muito claras sobre este tema vindas de diferentes partes, incluindo a União Europeia e os Estados Unidos.
Ele também acredita que haverá um apoio explícito à Espanha por parte de outros países da América Latina.
A Argentina, um dos membros do G20, está representada na reunião pela secretária de Comércio Exterior, Beatriz Paglieri, mas a alta funcionária argentina evitou fazer declarações aos jornalistas.
“Achamos que é inaceitável o que aconteceu com a Repsol; quebraram completamente as regras do jogo, e a Espanha está recebendo o apoio de toda a comunidade internacional por esta violação flagrante do direito realizada pelo Governo argentino”, acrescentou García-Legaz.
Além disso, ele afirmou que a desapropriação de 51% das ações da Repsol na YPF “é uma decisão frontalmente contrária aos princípios nos quais o G20 foi fundado”.