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Erupção de vulcão na Indonésia causou 13 mortos e vários desaparecidos

Cerca de 900 pessoas tiveram que ir para abrigos e mesquitas para pernoitar

Foto: JUNI KRISWANTO / AFP

As equipes de resgate redobraram, neste domingo (5), seus esforços para encontrar sobreviventes da erupção do vulcão Semeru, na Indonésia, que causou pelo menos 13 mortos e dezenas de feridos.

O vulcão localizado no leste da ilha de Java projetou uma grande nuvem de cinzas no sábado após as 15h00 (3h00 no horário de Brasília), provocando pânico entre os residentes das aldeias vizinhas e cobrindo a região ao redor da cratera com um camada espessa de cinzas.

“O número de mortos agora é de 13. As equipes de resgate encontraram mais corpos”, depois de uma primeira vítima encontrada no sábado, informou à AFP o porta-voz da agência de resgate, Abdul Muhari.

Cerca de doze pessoas que ficaram presas em uma mina por conta da erupção foram resgatadas, segundo ele.

A erupção deixou pelo menos 57 feridos, incluindo 41 queimados, informou a agência.

As projeções de cinzas do vulcão surpreenderam os habitantes da região no sábado. Vídeos que circulam na internet mostraram as pessoas fugindo da crescente nuvem cinza.

Sinais de vida de desaparecidos

Pelo menos 11 vilarejos no distrito de Lumajang foram cobertos por uma espessa camada de cinzas, que quase enterrou completamente algumas casas e veículos, e matou gado.

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Cerca de 900 pessoas tiveram que ir para abrigos e mesquitas para pernoitar.

As operações de evacuação foram temporariamente suspensas na parte da manhã deste domingo devido a nuvens de cinzas, informou o canal Metro TV, destacando as dificuldades enfrentadas pelos socorristas.

As fortes chuvas também podem causar ondas de lama quente, carregando cinzas e detritos, alertou o vulcanologista indonésio Surono.

Pelo menos sete pessoas ainda estão desaparecidas, duas das quais podem estar vivas, segundo o porta-voz da polícia de Lumajang, Adi Hendro, à AFP.

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“Há sinais de vida, como luzes, que podem estar vindo de seus telefones celulares”, explicou.

“Mas não podemos chegar até elas porque o terreno ainda está muito quente. Também precisamos garantir a segurança das nossas equipes”.

Cenário de desolação

A erupção destruiu pelo menos uma ponte em Lumajang, dificultando o trabalho das equipes de resgate.

Em um vídeo compartilhado pelo serviço de resgate, é possível ver um cenário de desolação, com telhados e palmeiras emergindo das cinzas e escombros cobrindo o solo, em uma paisagem que se tornou cinza escuro.

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As autoridades pediram aos residentes que não se aproximem a menos de 5 km da cratera porque o ar saturado de poeira de cinzas na área é perigoso para pessoas vulneráveis.

Ajuda alimentar, máscaras e sacos mortuários foram encaminhados para o local pelos serviços de emergência.

O Monte Semeru, o pico mais alto de Java, chega a 3.676 metros.

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Sua última grande erupção foi em dezembro de 2020. Na ocasião também causou a fuga de milhares de pessoas e cobriu aldeias inteiras. As autoridades mantiveram desde este episódio o nível de alerta do vulcão no segundo nível mais alto.

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A Indonésia fica no “Círculo de Fogo” do Pacífico, onde o encontro das placas continentais causa alta atividade sísmica.

Este arquipélago do Sudeste Asiático tem quase 130 vulcões ativos em seu território.

No final de 2018, a erupção de um vulcão entre as ilhas de Java e Sumatra causou um terremoto subaquático e um tsunami, matando quase 400 pessoas.

© Agence France-Presse








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