A equipe de resgate é formada por 54 bombeiros e dez cães treinados para detectar possíveis sobreviventes sob os escombros, disse à imprensa o ministro do Interior polonês, Jerzy Miller.
O grupo de voluntários, com quatro toneladas de equipamento especializado, permanecerá no Haiti durante uma semana.
Alguns dos participantes destacaram que um dos principais problemas será a diferença climática, já que, neste momento, Varsóvia registra temperaturas em torno de 10 graus abaixo de zero, enquanto, em Porto Príncipe, o termômetro marca cerca de 30 graus.
A saída do grupo ocorre depois que o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, definiu com o ministro de Exteriores, Radoslaw Sikorksi, o envio de ajuda humanitária urgente à ilha.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.
Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de “centenas de milhares” de mortos.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.
Diferente do número do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 – considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da “Agência Brasil”.