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Mundo

Equador diz que ação contra Odebrecht não causará tensão com Brasil

Arquivo Geral

09/04/2009 0h00

O Governo do Equador tem certeza de que as ações legais que apresentará contra a construtora brasileira Odebrecht por causa das da hidrelétrica São Francisco não causarão outro episódio de tensão nas relações com o Brasil.

Assim afirmou hoje Jorge Glass, store presidente do Fundo de Solidariedade, page entidade equatoriana encarregada da gestão das companhias elétricas nacionais.

Em uma entrevista à rádio “Sonorama”, Glass disse que está certo de que as ações legais contra a construtora “não vão provocar novos problemas na relação entre Equador e Brasil”.

Na terça-feira passada, Glass anunciou que o Governo apresentará uma denúncia contra a Odebrecht, após conhecer um relatório da Electroconsult, uma firma de consultoria italiana, que respalda a tese do Equador de que as obras técnicas da hidrelétrica São Francisco não foram finalizadas.

O caso da Odebrecht gerou, em outubro de 2008, um problema diplomático entre Equador e Brasil.

Então, o Governo do presidente Rafael Correa decidiu expulsar do país a companhia brasileira depois de detectar supostos erros estruturais na construção da citada hidroelétrica no centro andino do Equador.

A execução dessa obra, concedida à Odebrecht em 2007, foi financiada com um crédito de US$ 286,8 milhões concedido pelo BNDES, que o Equador impugnou por supostas irregularidades em sua contratação.

Em novembro, o Equador anunciou a apresentação de uma ação de arbitragem internacional para analisar o pagamento do empréstimo.

Em resposta, o Brasil chamou a consultas seu embaixador em Quito, Antonino Marques Porto, e anunciou a revisão de todos os convênios de cooperação com o Equador.

Com o relatório dos consultores internacionais, “ficaram em evidência a transparência e a oportunidade, e também que tomamos a decisão correta ao dizer, como país soberano, que não queremos trabalhar com gente desta natureza”, disse Glass hoje, em referência à expulsão da Odebrecht.

“Isso deve dar tranquilidade a todos os equatorianos e, certamente, também ao Governo irmão do Brasil. Esse é um tema estritamente comercial entre duas empresas: uma empresa do Equador e uma empresa privada do Brasil. É um tema estritamente privado”, disse Glass.

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