O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, qualificou nesta quinta-feira de “absolutamente explicável” a decisão dos Estados Unidos de expulsar o embaixador equatoriano em Washington e expressou confiança de que os dois países possam manter um clima de “cordialidade”.
“Diplomaticamente é o que se costuma fazer quando um embaixador é declarado ‘persona non grata’, o país onde ele é embaixador normalmente faz o mesmo”, disse Patiño à imprensa, em referência à recente decisão do Equador de expulsar a embaixadora americana em Quito, Heather Hodges.
“É uma medida de reciprocidade. (Os EUA) lamentaram tomá-la”, afirmou Patiño. “Todos sabíamos dessa possibilidade”, ressaltou.
Segundo o chanceler, o secretário de Estado americano adjunto para a América Latina, Arturo Valenzuela, indicou ao embaixador equatoriano Luis Gallegos que lamentava tomar uma decisão dessa natureza, mas não restava aos EUA outra alternativa senão fazer o mesmo que Quito.
O Equador exigiu na terça-feira passada a saída da embaixadora americana em Quito, depois de o WikiLeaks vazar um telegrama secreto de 2009 supostamente assinado por ela que criticava a corrupção na Polícia equatoriana. EFE
Marta Youth, porta-voz da embaixada em Quito, disse nesta quinta-feira à Agência Efe que Hodges deixará o Equador no início da próxima semana.