O enviado americano Kurt Campbell visitará na próxima semana China, Coreia do Sul e Japão para falar com altos funcionários sobre a situação na Coreia do Norte após a morte do líder máximo Kim Jong-il, informou nesta quinta-feira o Departamento de Estado.
O secretário de Estado adjunto para a Ásia Oriental e Pacífico manterá seus primeiros contatos com as autoridades chinesas no dia 3 de janeiro e continuará a viagem na Coreia do Sul no dia seguinte, para encerrá-la no Japão no dia 7 de janeiro.
Campbell é o funcionário de mais alto escalão a visitar a região desde a morte do líder norte-coreano Kim Jong-il, no último dia 17 de dezembro, que suscitou a incerteza sobre o futuro do regime comunista e o processo de sucessão.
Segundo o comunicado do Departamento de Estado, o diplomata americano tratará em sua viagem de “temas bilaterais, regionais e globais, que incluem os últimos eventos na Coreia do Norte e Mianmar”.
A morte de Kim é de grande preocupação para seus vizinhos, já que embora o ditador tenha designado seu filho mais novo, Kim Jong-un, como sucessor, persistem as dúvidas sobre o processo de transição e o novo rumo da dinastia comunista.
Além disso, a chegada de Campbell a Pequim será a primeira de um alto funcionário americano à China depois da histórica visita da secretária de Estado, Hillary Clinton, a Mianmar neste mês, quando se reuniu com a líder opositora, Aung San Suu Kyi, que viveu sob prisão domiciliar durante 15 anos por exigir reformas democráticas.
Pequim mantém uma forte influência sobre o regime militar de Yangun, enquanto Washington encorajou a realização das reformas prometidas pelo presidente birmanês, Thein Sein, que afirmou que a visita de Hillary “abriu um novo capítulo nas relações” com os EUA.