O enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se reunirão de novo na sexta-feira em Jerusalém, após um encontro na terça-feira e hoje, informaram fontes oficiais israelenses.
O anúncio da terceira reunião entre os dois esta semana aconteceu após o final do encontro de hoje, no qual Mitchell queria conseguir de Israel um acordo para conter a ampliação das colônias judaicas em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, condição palestina para retomar o processo de paz, estagnado desde o final de 2008.
Consultado pela Agência Efe, o porta-voz de Netanyahu, Mark Regev, limitou-se a qualificar a reunião de “boa”, sem dar detalhes.
Mitchell voltará na sexta-feira a Jerusalém, após visitar países árabes vizinhos, a fim de abordar as possibilidades de gestos de normalização em relação ao Estado judeu em troca de que o Governo de Netanyahu dê passos a favor da paz.
Pouco depois do anúncio do novo encontro entre Mitchell e Netanyahu, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) indicou que o enviado americano se reunirá outra vez hoje, em Ramala, com o presidente Mahmoud Abbas.
O enviado da Casa Branca já tinha compartilhado ontem à noite com Abbas um “iftar” – refeição com a qual os muçulmanos quebram o jejum diário no mês do Ramadã – na cidade cisjordaniana de Ramala.
Após sua reunião, nem Mitchell nem Abbas fizeram declarações precisas sobre o conteúdo do encontro.
No entanto, Saeb Erekat, assessor de Abbas, afirmou que “nossa posição continua sendo a mesma. Não vimos passos que nos façam mudá-la. Até que haja mudanças por parte de Israel, não nos movimentaremos”.
Washington trabalha para que israelenses e palestinos retornem à mesa de negociações com uma reunião trilateral entre Abbas, Netanyahu e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em torno do próximo dia 23 em Nova York, em paralelo à Assembleia Geral da ONU.
As declarações dos porta-vozes oficiais das diferentes partes e a necessidade de que Mitchell prolongue sua estadia na região para uma terceira reunião com Netanyahu parecem indicar que, até o momento, os esforços americanos não deram resultado.