O responsável americano, que chegou na quinta-feira passada ao Sudão, fez essa declaração aos jornalistas em Al-Fasher, capital de Darfur Norte, aonde chegou hoje para se informar sobre os problemas enfrentados pelos deslocados por causa do conflito, que, segundo a ONU, poderia superar 2 milhões de pessoas.
Gration insistiu em seu interesse de que melhore a situação dos habitantes e refugiados nessa região, e em encontrar uma solução para a crise entre o Governo sudanês e as 13 organizações humanitárias estrangeiras que tiveram que deixar o país.
Além disso, Gration disse que hoje visitará alguns campos de refugiados para ver no terreno a situação humanitária na região.
Os líderes de tribos locais pediram ao emissário dos EUA que seu país ajude na revogação da ordem de detenção do TPI contra o presidente sudanês, Omar al-Bashir.
Gration respondeu que os EUA não eram signatário do Estatuto de Roma, que levou à criação do TPI, e que sua visita ao Sudão não está relacionada a esse assunto.
No entanto, o representante americano ressaltou a necessidade de que todas as pessoas envolvidas em crimes em Darfur sejam levadas à Justiça.