McMullen fez as declarações depois de se reunir com o ministro de Assuntos Exteriores uruguaio, Gonzalo Fernández, com quem conversou sobre o uso de bases militares colombianas por parte desse país.
O assistente do subsecretário de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado do Governo do presidente Barack Obama está em Montevidéu em uma visita-relâmpago que também o levará a Buenos Aires para conversar sobre o polêmico acordo segundo o qual o Exército americano poderá usar até sete bases militares colombianas.
Ele disse à imprensa uruguaia que os EUA entendem e inclusive compartilham da posição do Governo de Montevidéu, que não vê com bons olhos a instalação dessas bases, e ressaltou que os Estados Unidos só desejam usar as estruturas “para colaborar com esse país na luta contra a guerrilha e o narcotráfico”.
“É um acordo-marco de segurança com a Colômbia, que trata da luta contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e outros grupos armados, e também da luta contra o narcotráfico”, disse.
Esta visita acontece dois dias antes de um encontro da União de Nações Sul-americanas (Unasul) em Bariloche (Argentina), que tem como objetivo fundamental discutir as implicações do acordo que permitirá aos EUA usar bases colombianas.
O Governo uruguaio defende uma proposta para analisar na Comissão de Defesa da Unasul um acordo sobre o uso dessas bases.
Para McMullen, o acordo dos EUA com a Colômbia se baseia nos princípios de não intromissão nos assuntos de outros países e no respeito da soberania.