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Mundo

Enviado da Casa Branca para O.Médio renúncia

Arquivo Geral

13/05/2011 18h03

O enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, que liderou desde 2009 os esforços de Washington para retomar as negociações de paz entre Israel e palestinos, apresentou nesta sexta-feira sua renúncia.

 

“Durante os dois últimos anos, George Mitchell foi um defensor infatigável da paz como enviado especial dos EUA para o Oriente Médio”, disse nesta sexta-feira o presidente americano, Barack Obama, em comunicado no qual confirmou a renúncia.

 

O governante lembrou que Mitchell já tinha um “extraordinário legado” de serviço público quando assumiu, em janeiro de 2009, o posto de enviado para o Oriente Médio, que Obama descreveu como “o trabalho mais difícil que alguém pode imaginar”.

 

Acrescentou que a saída do ex-senador, de 77 anos, um dos artífices do acordo de paz na Irlanda do Norte, não muda o compromisso dos EUA com a paz no Oriente Médio.

 

O presidente americano anunciou que David Hale ocupará o cargo de forma interina.

 

A secretária de Estado, Hillary Clinton, também louvou o trabalho de Mitchell em comunicado e disse que ele assumiu o difícil desafio que lhe foi dado com “resolução, talento e bom senso”.

 

Designado para o cargo em 22 de janeiro de 2009, Mitchell já tinha atuado como mediador da Administração do presidente George W. Bush no Oriente Médio.

 

O ex-senador passou a maior parte dos dois últimos anos tentando convencer israelenses e palestinos a retomarem o estagnado processo de paz.

 

Seus esforços foram frustrados nos últimos meses devido às divergências entre as duas partes envolvidas no conflito.

 

Na carta de renúncia dirigida a Obama e divulgada nesta sexta-feira pela Casa Branca, Mitchell lembrou que quando assumiu o cargo, aceitou fazê-lo por um período de dois anos.

 

“Passaram-se mais de dois anos e, pela presente, renuncio, com efeito em 20 de maio”, disse o enviado, que revelou apoiar “totalmente” a visão de paz de Obama para o Oriente Médio.

 

A sua saída foi anunciada pouco antes da visita a Washington do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que se reunirá na próxima sexta-feira com Obama e no dia 24 pronunciará um discurso perante o Congresso dos Estados Unidos, onde poderá expor suas propostas para relançar o processo de paz.

 

Por sua vez, Obama, que no dia 17 se reunirá com o rei Abdullah II da Jordânia na Casa Branca, pronunciará na quinta-feira um discurso sobre o Oriente Médio no qual falará sobre as revoltas na região.

 

No entanto, não se espera que Obama apresente novas propostas para destravar o processo de paz entre israelenses e palestinos.

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