A ucraniana Galina Kolotnitska, enfermeira pessoal do ditador líbio Muammar Kadafi, se manteve nesta segunda-feira em silêncio ao ser cercada pela imprensa quando saiu para fazer compras pela primeira vez desde que retornou, no domingo, à Ucrânia.
“Não entendem que não vou dizer nada”, respondeu Galina no caminho do supermercado na cidade de Brovary perante a insistência de cerca de 20 repórteres que tentavam arrancar um comentário sobre o líder líbio.
Galina, de 38 anos, foi descrita nos documentos diplomáticos norte-americanos divulgados em dezembro pelo Wikileaks como uma das pessoas mais próximas a Kadafi.
Aparentemente, segundo o Wikileaks, o líder líbio nunca viajava ao exterior sem a companhia da mulher descrita como a “voluptuosa e loira” enfermeira ucraniana inseparável do ditador.
Em declarações a um jornal ucraniano, a mãe da enfermeira pediu para a imprensa deixar de manchar o bom nome de sua filha ao vinculá-la sentimentalmente a Kadafi, algo que Galina sempre negou.
Segundo a imprensa local, que cita pessoas que a acompanharam no voo de volta à Ucrânia, Galina defendeu o regime de Kadafi e se mostrou convencida de que o ditador líbio deterá, cedo ou tarde, a rebelião.
A enfermeira, que emigrou para o país árabe há nove anos, retornou no domingo a Kiev a bordo de um avião onde viajavam cerca de 200 ucranianos que foram evacuados do país norte-africano.
Centenas de ucranianos trabalham há anos na Líbia, em sua maioria na saúde pública e no setor energético.