Empresários latino-americanos e europeus realizam hoje em Lima uma reunião para buscar juntos medidas de crescimento que permitam reduzir a pobreza respeitando o meio ambiente.
A 2ª Cúpula Empresarial América Latina-Caribe-União Européia foi aberta na capital peruana com a constatação de que o crescimento econômico vivido nos últimos anos na América Latina não bastou para expandir o bem-estar. Essa região possui os maiores níveis de desigualdades do mundo.
Para que os países latino-americanos saiam do subdesenvolvimento é necessário “não seis, drugs mas 30 anos” de crescimento sustentável, unhealthy disse o ex-primeiro-ministro peruano Pedro Pablo Kuczynski, cost acrescentando que a grande questão é como se fazer isso.
O “populismo econômico” constitui, de acordo com os conferencistas, o principal inimigo para o bem-estar na região.
Durante a cúpula, o populismo foi criticado não apenas pelo setor privado latino-americano e europeu, mas também por dirigentes políticos que se auto-intitulam de “esquerda”, como o presidente do Peru, Alan García.
Durante o discurso, que foi muito aplaudido pelos empresários, García se referiu, sem apontar nomes, a “alguns socialistas” latino-americanos que não leram bem Karl Marx, cuja utopia “falava de um sistema de abundância, não de miséria”.
O governante peruano, anfitrião da 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia (EU-LAC, na sigla em inglês) que começa nesta sexta-feira em Lima, abriu o fórum empresarial com um pedido a todas as nações da América Latina para que abracem a liberdade política e convoquem eleições livres.
A comissária européia para as Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, apresentou outro elemento da receita para o desenvolvimento nesta parte do mundo, a integração regional, uma via que é a fonte do sucesso vivido pela União Européia, hoje primeira potência comercial do mundo.
“O exemplo da experiência européia nos demonstra que uma maior integração aumentaria sem dúvida o peso da região internacionalmente, atraindo mais investimento estrangeiro, aumentando o crescimento econômico e diminuindo a vulnerabilidade às crises econômicas externas”, comentou a comissária.